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title: 17 falhas comuns em instalações hidráulicas
description: Na série Patologias Hidrossanitárias, a engenheira Ane Maldonado lista as 17 falhas frequentes em instalações hidráulicas relacionadas à água potável.
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# [17 falhas comuns em instalações hidráulicas](https://blog.altoqi.com.br/hidrossanitario/17-falhas-comuns-em-instalacoes-hidraulicas)

 Escrito por [Ane Denise Piccinini de Maldonato](https://blog.altoqi.com.br/author/ane-denise-piccinini-de-maldonato) | 19/01/2016 15:47:09

Nesta série de dois posts sobre patologias hidrossanitárias vamos apresentar 17 falhas e vícios comuns em **instalações hidráulicas**, que são consequências de erros e/ou omissões derivadas do projeto hidrossanitário. Começamos com 17 inconformidades relacionadas à água potável e suas principais causas por:

## De onde vêm as inconformidades em instalações para água potável?

### 1. Tampas de acesso às câmaras do reservatório elevado

A principal causa de problema das tampas de acesso em **instalações hidráulicas** é a falta de compatibilização de projeto entre a arquitetura e as áreas estrutural e hidrossanitária. Dando pouco valor ao detalhamento correto das tampas – às vezes o projeto de arquitetura nem contempla a locação desses itens – há risco de execução e instalação incorreta, com possibilidade de admissão de água contaminada em seu interior.

### 2. Reservatório elevado e/ou cisterna

A principal falha nesta etapa do projeto é a previsão de apenas uma câmara para reservatórios e cisternas, sem septo separador. Isso provoca sérios problemas na edificação, como a dificuldade de manutenção, caso ocorra vazamento, ou quando são necessários reparos nas boias ou limpeza.

### 3. Ramais de distribuição de água fria e quente

Uma das principais falhas nas **instalações hidráulicas** é a execução dos ramais de distribuição com sifão formando um “U” invertido. Isso causa um fluxo desfavorável, que forma vácuo e bolhas de ar, fazendo com que a água saia com fluxo descontínuo nos pontos terminais de torneiras e chuveiros . Às vezes, essa falha pode provocar a queima da resistência do chuveiro por falta de escoamento de água durante alguns instantes.

### 4. Tubulações plásticas expostas ao tempo

Os tubos de PVC, usados comumente em **instalações hidráulicas**, sofrem desordens químicas ao longo do tempo, pela exposição ao sol e às diferentes temperaturas ao longo do dia. A superfície externa desses materiais apresenta descoloração e ressecamento, provocando perda de resistência e colapso de seu material, pois os tubos seguem sendo exigidos sem dispor da resistência original.

### 5. Válvulas de descarga

Muitas vezes o projetista especifica erroneamente em seu projeto o diâmetro da válvula, desconsiderando as pressões e levando em consideração somente o critério dos pesos, o que acaba gerando um problema pontual nestas válvulas. A recomendação é: nas edificações elevadas, válvulas com DN 1 ¼” em pavimentos mais baixos, onde a pressão de serviço é mais elevada. Nos pavimentos mais elevados, aconselha-se o uso de válvulas de descarga com DN de 1 ½”.

### 6. Irregularidades na central redutora de pressão

Nos detalhamentos das **instalações hidráulicas** é comum que sejam esquecidos os meios para drenagem, exiguidade de espaço para instalação de filtros tipo Y e registros de fechamento. Porém, de forma simplista, toda edificação que tenha uma altura de coluna de água que ultrapasse 40 m de altura, deve dispor de uma estação redutora de pressão. O projetista deverá fazer, portanto, o dimensionamento correto de quando a estação será necessária e onde ela ficará localizada.

### 7. Localização do barrilete

A localização do barrilete deve ser considerada para que a equipe de manutenção predial possa fazer as manobras de fechamento e abertura de registros de forma segura e acessível. Uma falha recorrente é o barrilete dividir o mesmo espaço físico com a casa de máquinas de elevadores, o que impede o acesso rápido, quando necessário.

### 8. Ausência ou insuficiência de folga das paredes laterais da cisterna

Este é um sério problema nos projetos, devido à não compatibilização entre os projetos arquitetônico e hidrossanitário. Geralmente, projeto de arquitetura estima uma área para abrigar as cisternas, sem conhecer profundamente a real necessidade de volumetria em função do consumo diário de água. Assim, muitas vezes a dimensão é insuficiente.

### 9. Cisterna enterrada ou semienterrada

Quando o projetista hidrossanitário recebe o projeto arquitetônico, em geral, ele já vem engessado quanto à solução de cisterna enterrada ou semienterrada. A única solução é conformar a distribuição das tubulações. O risco disso é que a cisterna pode impedir o esgotamento totalmente por gravidade.

### 10. Insuficiência de espaço na casa de bombas de recalque

As pobres bombas também são muitas vezes negligenciadas pelo projeto arquitetônico, e ganham um local muito pequeno para instalação. Resta ao projetista hidráulico, quando possível, definir um espaço, pequeno que seja, para fazer as **instalações hidráulicas** de registros de fechamento adequados nas tubulações de sucção e recalque das bombas centrífugas.

### 11. Localização da casa de bombas

Para uma bomba funcionar bem, é preciso ela estar afogada, ou seja, em cota mais baixa que o fundo do reservatório. No entanto, isso nem sempre é considerado pela arquitetura ao planejar um espaço adequado para as bombas. Assim, em alguns projetos, ela fica em cota superior ao fundo da cisterna, impedindo o afogamento.

### 12. Falta de tampas estanques

A segurança sanitária da água potável armazenada em reservatórios e cisternas é fundamental. Para tanto, as tampas que dão acesso às manutenções destas unidades devem ser estanques em seu fechamento, impedindo a entrada de insetos, roedores e sujeiras que venham a comprometer a potabilidade da água. Muitas vezes as tampas não são estanques, possibilitando infiltração e contaminação.

### 13. Ruídos e vibrações das bombas de recalque

As bombas sempre emitem ruídos e vibrações ao operarem. Para evitar ou minimizar o efeito, deve-se prever no projeto ou na especificação técnica a localização das bombas e o assentamento sobre uma plataforma de material, que absorva tais vibrações e ruídos. Com isso, além de diminuir o barulho nessas **instalações hidráulicas**, é possível proteger as tubulações do entorno contra rachaduras e vazamentos nas juntas das conexões.

### 14. Eletrodutos aparentes dentro da cisterna

Nas paredes de teto da cisterna, sempre há água de evaporação e isso acaba infiltrando nos eletrodutos, resultando em problemas nas instalações elétricas. Efetuar manutenções nestes trechos torna-se perigoso, pois água e eletricidade juntas não combinam. Por isso, ao criar o projeto, nunca atravesse eletrodutos pela cisterna.

### 15. Zonas de estagnação na cisterna

O formato alongado da cisterna, com zonas de estagnação, dificulta a renovação da água. Assim, nas **instalações hidráulicas**, a cisterna ou reservatório deve ter uma forma geométrica e uma volumetria que favoreça o contínuo fluxo de mistura por igual da água, não permitindo zonas de estagnação que comprometam o seu equilíbrio de potabilidade.

### 16. Ramais de distribuição de água quente em contra piso das lajes

Deve-se evitar ao máximo a passagem de qualquer tubulação de água quente pelos enchimentos de contra piso das lajes. As redes de água quente estão sujeitas à dilatação térmica de seus materiais. Se estão completamente confinadas em elementos estruturais, sem espaço para esta dilatação e retração, os pisos podem rachar e as juntas acabam sofrendo avarias, causando infiltrações.

### 17. Ausência de lira, cavaletes e/ou juntas de expansão entre trechos longos de ramais de distribuição de água quente

É sempre bom lembrar que as tubulações de água quente são feitas de materiais que sofrem dilatação térmica. Devido à dilatação e retração destas tubulações, por variação de temperatura, deve-se tomar os seguintes cuidados ao fazer a distribuição destas tubulações em projeto e, em trechos longos e retilíneos: usar cavaletes, liras ou juntas de dilatação especiais, que permitam a dilatação das tubulações.

Você já enfrentou algum desses problemas em projetos de **instalações hidráulicas** relacionadas à água potável? Compartilhe a sua experiência nos comentários.

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